Primeiro Ministro pede aos Jovens Cabo-verdianos para não emigrarem

Imagem: inforpress

Após a notícia sobre a Feira de Emprego que o Governo Português vai realizar em Cabo Verde para atrair mão-de-obra para Portugal e da aprovação do acordo de mobilidade entre os países da CPLP para facilitar vistos de entrada em Portugal, tem surgido em Cabo Verde uma onda de reclamações de algumas instituições ligadas ao Turismo e Restauração e entidades empresariais, alegando que a "fuga de mão-de-obra qualificada para o estrangeiro" trará consequências para alguns setores no país.

Agora é a vez do Primeiro Ministro do país, Ulisses Correia, durante a inauguração da obra de reabilitação do Porto Inglês, na ilha do Maio, uma das maiores empreitadas públicas em curso no país, a cargo desde 2019 da Teixeira Duarte, em consórcio com outra empresa portuguesa e uma cabo-verdiana, no valor de 36 milhões de euros, de apelar aos jovens cabo-verdianos a não emigrarem.

O primeiro-ministro afirmou que não há motivos para emigração por falta de oportunidades, apesar da crise, e que investimentos como a expansão do porto na ilha do Maio permitem fixar os jovens.

“Cada investimento deste tipo tem que abrir portas de esperança e de confiança, principalmente para os jovens. Não há razões para sair de Cabo Verde, para emigração forçada por falta de oportunidades. Temos que criar todas as razões para os nossos jovens ficarem em Cabo Verde e investirem em Cabo Verde, acreditarem neste país e fazerem este país acontecer. E Maio pode fazer a diferença”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

“Estamos a recuperar, a relançar. Depois vamos ter que tornar este país muito mais resiliente, com uma economia muito mais diversificada e com o sentido do futuro (…) Tempos difíceis não duram para sempre. Há de passar e havemos de ser felizes novamente”, disse ainda.

E agora, vamos para o estrangeiro procurar um trabalho e melhores condições de vida ou ir trabalhar no porto da ilha do Maio?

Com informações de TN

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