Un Homenagen a Artista João Domingos Lopes, Djou di Brava

Aos mortos, se-lhes atiram flores e aos vivos, pedradas se-lhes lançam....

A Ilha das flores, muito ressequida, por causa das secas, sobretudo na parte mais árida, no dia vinte e dois de Janeiro de 2019 quase que parou, para se despedir de uma humana, generosa, que um certo dia, de pai Foguense e de mae Bravense, nascera na Ilha Brava - Nª Sra de Monte.


Rasgados elogios se-lhe teceram, como sendo eximio tocador de varios instrumentos musicais, patriota e amigo, por excelência da Brava, político, perseverante, tendo levado meio seculo da sua vida a construir um iate, que, por razões não suficientemente esclarecidas, num dia, não muito feliz, acabara por sepultá-lo no mar profundo de Fajã de Agua.

Muitos anos passara também cruzando oceanos. Esse iate construido, com amor e desfeito com desgosto talvez, várias vidas salvara e várias oportunidades de ligações aéreas proporcionara aos emigrantes da Brava, a partir de São Filipe - barco salvador de vidas e de postos de trabalho.

Essa figura emblemática, que partilhara seus recursos, com seus vizinhos ousou também iniciar a edificação de uma moradia estilo castelo, incompleto, por imposição administrativa, segundo se diz. Sepultado no cemitério construído quase no cume de um monte, o mais alto de todos os existentes em Cabo Verde, não suficientemente cuidado, evidencia o esforço necessário para a alma humana poder chegar aos Céus. Numa das suas melodias, entoada com sua potente voz, deixara claro que depois de seu passamento, nem prantos, nem rezas, desejara. Contudo, houve prantos e preces.

Curiosamente, no mesmo dia, à noite, houve animação cultural no Centro Sete sóis, Sete luas, uma organização promotora de salvaguarda de culturas perifericas de alguns dos Países Europeus e que, desde ha algum tempo, tem estabelecido parcerias com algumas Instituições Caboverdianas, beneficiando de recursos financeiros consideráveis e de contrapartida importante das Câmaras Municipais, sobretudo espaços fisicos nobres, como por exemplo Brava, São Filipe... Certamente ao recusar prantos e preces estava a querer músicas e vozes que não deixaram de evidenciar riqueza cultural dessa Ilha das flores. Esses bravos homens da cultura, por vezes, sem qualquer incentivo, quando entoam cantos, encantam as almas.

Homenagem mais nobre que se lhe deve prestar visa valorizar a alma cultural Bravense, a prática de solidariedade permanente para com os mais necessitados. Abraços solidários aos familiares.

Texto de Eugenio Veiga

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